Santos FC

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domingo, 23 de julho de 2017

O futuro do Santos está no Pacaembu


35 769 torcedores, 32 869 pagantes.no Pacaembu
Renda de R$ 1,2 milhão.
Santos 3x0 Bahia
22 jogos invictos no Pacaembu, 21 vitórias e um empate
Quem ainda duvida que o Santos tem que jogar cada vez mais em São Paulo?
Onde está o futuro do clube?
Sou de Santos, meu avô Ricardo jogou no Santos 6 x Corinthians 3, em 1913, primeira partida entre os dois times.
Meu tio-avô Arnaldo Silveira marcou o primeiro gol oficlal do Santos.
Os dois foram fundadores do clube na minha cidade Natal.
Se o Santos quiser voltar a ser um time tão forte quanto o da era Pelé, que eu acompanhei toda, tem que ampliar seus horizontes.
E São Paulo, o Pacaembu, tem que estar no coração, no vértice, dessa estratégia.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Nascer, viver e no Santos morrer, um orgulho que Laor teve

Laor foi enterrado ao por do sol de hoje, no Cemitério Gethsemani, aqui em São Paulo, ao som de “Agora quem dá bola é o Santos”, cantado por suas filhas. Ao que um amigo completou “Nascer, viver e no Santos morrer é um orgulho que nem todos podem ter”.

Todos nós, santistas, temos esse orgulho pelo Santos e a maior parte de nós temos muito orgulho pelo que o Laor fez pelo Santos, nos levando, 40 anos depois, a ser novamente campeões da Libertadores da América. Foi o presidente mais vitorioso desde a era de Athié Jorge Coury, que comandava um time com o genial e incomparável Pelé.

Laor, além dos títulos conquistados, foi um presidente diferenciado,  e até por isso mesmo levou o time a essas consagrações. 

Sociólogo, politicamente experimentado a nível nacional e internacional, colocou seu talento a serviço de reconquistar o lugar do Santos no cenário do futebol mundial. Colocou seu talento a serviço de sua paixão, o Santos Futebol Clube. 

Paixão de família. Laor nos deixa quando o Santos comemora o centenário da Vila Belmiro. Seu avô, Álvaro Ribeiro, quando presidente em exercício do Santos, assinou a escritura de compra do terreno da Vila Belmiro, finalizando um negócio iniciado pelo presidente Agnelo Cícero de Oliveira, meu tio avô, que estava licenciado por problemas de saúde.

Coincidências da história: Álvaro Ribeiro morreu às vésperas da inauguração do estádio, seu neto, Luís Álvaro morreu no centenário.

Pus uma colher nessa história de paixão entre Laor e o Santos. Em 2003, nosso grupo procurava um candidato viável, que pudesse vencer a resistência de boa parte dos santistas de Santos a um candidato a presidente de São Paulo. Disse-lhe que, por ter nascido em Santos, onde viveu por 3 anos, e pela sua história familiar no clube, ele poderia conquistar a simpatia de muitos eleitores. Em 2003, só conquistou 40% dos votos, mas o recall e as mudanças no ambiente político no clube, levaram à vitória de 2009.

Por trás dos títulos conquistados na era Laor, esteve a sua ousadia em contrariar a sina de exportação permanente dos craques brasileiros para o exterior ao menor sinal de demonstração de talento. Manter Neymar por dilatado período na Vila Belmiro foi fundamental para as conquistas do Santos e mostrar ao Brasil que exportar craques não é uma maldição inescapável.

O fim dessa história foi controverso, com o pai de Neymar jogando aèticamente e Laor pressionado pelo risco de criar um caso com o craque e seu progenitor, a poucos meses da disputa do tão sonhado título mundial em Tóquio contra o então invencível Barcelona. Pior, pressionado pela deterioração de seu estado de saúde, que levou-o  a, mais adiante, a renunciar à presidência do clube. Não foi um momento fácil. Assim como não é fácil ser presidente de clube de futebol no Brasil de hoje.

Piadista, frasista, alegre, bem humorado, ótimo de conviver, Laor tocou a presidência do Santos muitos tons acima do tradicional. Apontou um caminho para um clube que procura restaurar toda a sua grandeza passada, única na história do futebol mundial. Com ele, vislumbramos a possibilidade de avançar e vivemos uma era de felicidade, nos enchendo diariamente do orgulho que nem todos podem ter.

Em sua nova dimensão, Laor deve ter sido recebido com esse orgulho por seu avô e certamente darão muitos vivas ao centenário do estádio onde o maior jogador de todos os tempos, Pelé, desfilou seu inigualável talento, liderando um time fantástico e, de tempos e tempos, revela uma nova safra de craques para o futebol.

Obrigado Laor por colocar a sua paixão a serviço da paixão de todos nós.


Viva Laor!

Viva o Santos Futebol Clube!

domingo, 26 de junho de 2016

O Santos tem que jogar mais no Pacaembú

Faz tempo que não escrevo neste blog. Desde que perdemos a Copa do Brasil no ano passado.

Estava cansado de pregar no deserto.

Mas a presença da nossa torcida neste domingo no Pacaembú, 25 mil pessoas, num jogo de torcida única, me motivou.

Foi uma bela vitória, 3x0, mesmo que o São Paulo não estivesse inteiro.

E o Santos mostrou que pode jogar bem, e joga, fora da Vila Belmiro.

É hora, de uma vez por todas, de jogarmos mais no Pacaembú.

A pouca presença da nossa torcida na querida Vila Belmiro não nos leva a lugar nenhum, financeiramente falando.

E sem bases financeiras não temos condições de aproveitar plenamente a benção que é termos uma base que revela craques sem parar.

Temos que ter recursos para contratar jogadores que deem lastro a um time feito de jogadores da base.

Temos a sorte, no momento, de contar com Lucas Lima, Renato, Ricardo Oliveira até recentemente (será que ele volta?). Sem eles, o time cai de rendimento, perde força.

Renato e Ricardo vieram para o Santos em uma circunstância muito especial, que não deve se repetir.

E o que acontecerá com a eventual saída, no meio do ano, ou mais tarde, de Lucas Lima e Gabigol?

Por isso, precisamos explorar todas as oportunidades de faturar.

Jogar no Pacaembu nos traz mais recursos e, também, reforça o entusiasmo da torcida em São Paulo, que é a maior que temos e pode crescer cada vez mais.

Mais torcedores em São Paulo significa mais visibilidade, o que pode facilitar a atração de patrocinadores de peso, dos quais necessitamos dramaticamente.








quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A REALIDADE SE IMPÔS À ILUSÃO

Eu escrevi no post anterior que esta final era um jogo para homens.

Os jogadores do Santos não corresponderam hoje, não souberam por a bola no chão, segurar o jogo, trocar passes.

Nossos craques não apareceram, nem Lucas Lima, nem Gabigol.

Se deixaram intimidar e dominar pelo Palmeiras.

Foram atropelados.

O time que não ganha fora de casa perdeu mais uma vez.

Apostamos no tudo ou nada, ficamos com nada.

Nem campeões, nem na Libertadores.

Quanto à Libertadores, abrimos mão da vaga no G4.

Hoje, jogamos fora a Libertadores de vez.

Foram decisões de "bom senso" segundo Dorival Jr.

O bom senso que ia substituir o Ricardo Oliveira pelo Nilson hoje. Não iríamos nem pros pênaltis.

Nilson, aquele que não fez o 2x0 na Vila.

A escolha dos dois primeiros batedores dos pênaltis não poderia ter sido mais infeliz. Tinha que por o Renato.

Foi um milagre chegar onde chegamos - e na hora H jogamos tudo fora.

Estávamos vivendo uma ilusão e a realidade se impôs.

Como será 2016?


domingo, 29 de novembro de 2015

TUDO OU NADA NA FINAL DA COPA DO BRASIL

Um jogo para homens.

Esse é o espírito que os jogadores do Santos têm que encarnar para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras, pela final da Copa do Brasil.

Homens, aqui, quer dizer jogadores inteligentes, que saberão se aproveitar da ansiedade dos adversários para empatar e virar o placar da disputa, transformando essa ansiedade em alavanca a seu favor. Com inteligência, um bom contra ataque pode liquidar a fatura.

Homens, aqui, quer dizer jogadores que imporão sua qualidade ao adversário sem se deixar impressionar pela pressão da torcida.

Homens, aqui, quer dizer jogadores que atuarão no mesmo diapasão dos adversários, qualquer que seja a forma que eles escolham.

O Santos tem a vantagem do 1x0 - uma boa vantagem.

Além de favorecer nosso time com o empate, obriga o Palmeiras a sair em busca do gol.

Sairá empurrado pela torcida ensurdecedora que tomará a Allianz Arena e tentará desestabilizar nossa equipe de todos os modos possíveis.

Por isso, é um jogo para homens inteligentes e determinados.

A conquista culminará um ano de milagres.

Além de levar para a Vila o segundo título do ano - numa Copa do Brasil encorpada com os melhores times do Brasil - abrirá  a porta para a visibilidade proporcionada pela Libertadores, recolocando o Santos na principal vitrine do futebol do Continente, com toda a exposição e as vantagens financeiras que proporciona.

Seria um grande passo.

Na base do tudo ou nada, pois a chance do G4 do Brasileirão foi enterrada definitivamente hoje.

O fato do Santos ter um bom time, mas não um bom elenco cobrou sua fatura neste final do Brasileirão, pois faltaram reservas à altura dos titulares para a equipe disputar duas competições no mesmo nível.

Chegarmos à final da Copa do Brasil foi um feito, que merece ser aplaudido.

Mas só a conquista jogará o Santos para um novo patamar.

Vai pra cima deles, Saaannntttooooooooossss!!!!!!

domingo, 22 de novembro de 2015

NA HORA H, O TÉCNICO E OS CRAQUES ESTÃO VACILANDO

O Santos, hoje, pôs a perigo a sua passagem para a Libertadores de 2016.

Abriu mão, conscientemente, de voltar ao G4 e entrar mais tranquilo contra o Palmeiras, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.

O empate contra o Flamengo, em plena Vila Belmiro, já havia surpreendido e deixado má impressão. O time passou a sensação de não ter entrado com vontade em campo e jogou fora uma chance única de consolidar sua presença no G4.

Hoje, ao entrar em campo, contra o Coritiba, com um time reserva, deu mais chance ao azar, o que se confirmou com a derrota por 1x0.

Mais: foi incompreensível Dorival Jr., nas substituições depois do 1x0 para o Coritiba, ter mantido Ricardo Oliveira e Gabigol no banco.

Qual a justificativa para essa decisão esdrúxula?

O técnico está confiante e apostando no tudo ou nada contra o Palmeiras na final da Copa do Brasil?

Na entrevista pós-jogo, Dorival disse que atendeu a um pedido dos jogadores que pediram para ser preservados, por não estarem fisicamente recuperados. 

Recuperados de que? Só Ricardo Oliveira e Lucas Lima foram para a seleção. Os demais ficaram parados, treinando.

A diretoria já errou quando pediu o adiamento das finais, deixando de realizá-las quando time estava nos cascos, passando por cima de todos os adversários, jogando um futebol elogiado por todos.

Agora o time vai entrar em campo com moral baixa, com a torcida preocupada e precisando fazer um grande resultado na primeira partida na Vila Belmiro, para jogar mais tranquilo na Allianz Arena, em São Paulo.

O que acontece nos bastidores para criar, se não um anticlímax, um sentimento de insegurança?

O belo trabalho feito por Dorival Jr. e a performance do time, muito além do que o mais otimista torcedor esperava, de repente entrou em xeque.

Lembro que, com Neymar e Ganso no auge, o Santos foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2010 com derrotas no jogo final. 

No caso do Paulista, lembram?, Dorival tirou Neymar e Robinho de campo e fomos campeões graças à excepcional performance de Ganso, que desobedeceu ao técnico ao não concordar com sua substituição, e à trave que evitou o gol que daria o título ao adversário.

Dorival sofre de alguma síndrome das finais, que embota a sua capacidade técnica e sua autoridade? Como atende um pedido de preservação por parte dos jogadores num momento crucial para o time?

O nosso time, especialmente os craques – Vanderlei, Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabigol – têm o dever de jogar com sangue, suor e lágrimas nesta quarta-feira, 25, para por uma mão na Copa do Brasil.

Pois se não formos campeões, não passarmos para a Libertadores, de nada adiantará ter-se livrado do temido rebaixamento, que nos assustava no começo do ano.

Hoje, as expectativas da torcida são muito maiores e não aceitamos nada menos do que sonhamos nas últimas semanas, o que expressei no post anterior.

E os jogadores e o técnico serão os culpados.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Santos voa para mais uma final em 2015!

Estamos em  mais uma final, num ano que se esperava o pior depois da conquista do Paulista.

Pois, há alguns meses está acontecendo o melhor.

A melhor definição do atual time do Santos veio do Cássio, o goleiro do Corinthians.

“É o time mais perigoso de enfrentar. Tem um mix muito bom de veteranos e novatos”.

Em que posição estaríamos no campeonato brasileiro se Dorival tivesse chegado logo no começo do ano? Disputando o título, também?

Não importa. O que importa, agora, é conquistar a Copa do Brasil.

Uma Copa diferente, em que eliminamos Corinthians e São Paulo.

E agora pegaremos o Palmeiras, que acaba de se classificar nos pênaltis.

Ou seja, está sendo uma disputa de peso, contra grande times, aliás todos paulistas.

Vai ser uma final difícil.

Nosso time está voando, é melhor do que o deles. Mas terá que jogar tudo o que sabe, pois eles vão querer se vingar da perda do Paulista, como o Zé Roberto acabou de falar na TV.

O melhor de tudo é que estamos a ponto de ganhar vaga na Libertadores, o que é ótimo esportiva e financeiramente.

E à beira de sermos bi na Copa do Brasil.

Parabéns a todo o time e, especialmente, ao Dorival Jr, que nos coloca de novo em uma final de Copa do Brasil, depois de liderar uma transformação inacreditável na equipe.

Pra cima deles, Saaaanntttoooossss!!!!!!!!!!!!